- O Mundo das Teorias de Conspiração
- por Roger Sandell, publicado em
Magonia
n.5 em 1980
-
Como a
ufologia, a idéia de que o mundo contemporâneo é controlado por organizações
conspiratórias vastas e secretas, é uma que é primariamente difundida por grupos
e indivíduos obscuros através de jornais caseiros duplicados ou impressos de
forma barata. A um outsider as idéias avançadas como conspiração parecem
realmente estranhas. Para considerar alguns exemplos:
-
Gary Allen, o comentarista chefe da sociedade John Birch, acredita que a
URSS é secretamente controlada pela família Rockefeller [1];
-
Carl Oglesby, ex-presidente do novo grupo de esquerda americano Estudantes
para uma Sociedade Democrática, afirma que os
assassinatos políticos dos anos sessenta e a crise de Watergate
fizeram parte de uma luta gigantesca pelo controle do E.U.A. entre os
banqueiros de Nova Iorque e os petroleiros do Texas [2];
-
Nesta H. Webster, a escritora dos anos 20 que originou muito das teorias de
conspiração modernas, alegou que movimentos revolucionários modernos são
manipulados por uma conspiração oculta de séculos de idade que se origina
com os medievais Cavaleiros Templários e a Ordem dos Assassinos [3];
-
Walter Bowart, um jornalista americano, acredita que a CIA controla os
E.U.A. por meio de um exército secreto de agentes zumbi que foram submetidos
operações de controle da mente [4];
-
O autor anônimo de The Gemstone File, uma alegada história secreta da
América moderna distribuída por livrarias underground aqui e nos E.U.A.,
alega que a guerra de Vietnã foi lutada para preservar o monopólio do
mercado mundial de heroína por Aristóteles Onassis [5].
Claramente, as idéias dos teoristas de conspiração mantêm pouca relação com as
idéias geralmente aceitas de eventos mundiais. Algumas delas parecem tão
absurdas a ponto de lançar dúvida sobre a sanidade de seus defensores. Porém, a
tradição conspiracionista não é simplesmente o produto de paranóides isolados,
mas tem uma longa história política.
A
história das teorias de conspiração começa na década de 1790. A Revolução
francesa, por causa de sua natureza totalmente sem precedente, teve um impacto
difícil de conceber hoje. De repente, por toda parte na Europa toda estrutura da
sociedade parecia ameaçada e idéias existentes pareciam inadequadas para
explicar o que tinha acontecido. Na Inglaterra os resultados incluíram repressão
oficial e um crescimento súbito de cultos baseados nas passagens apocalípticas
da Bíblia. [6]
Outro resultado foi o aparecimento em 1797 de livros intitulados Memoires
pour Servir a l'Histoire du Jacobinisme por Augustin du Barruel, um padre
francês, e Provas de uma Conspiração Contra todas as Religiões e Governos,
por John Robison, matemático escocês. Os dois livros ofereceram uma explicação
simples para a Revolução Francesa: a monarquia francesa caiu como resultado de
uma conspiração nutrida pelos Maçons e sociedades secretas semelhantes. Tanto
Barruel quanto Robinson se focaram em um nome particular - Illuminati. [7]
Este
grupo era uma sociedade secreta fundada na Baviera em 1776 por Adam Weishaupt (à
esquerda), professor universitário. Seu objetivo era disseminar as doutrinas do
Iluminismo do século XVIII de igualdade humana e racionalidade, e atraiu um
grupo de seguidores considerável, até que foi suprimido pelas autoridades
Bávaras em 1785. Porém, de acordo com Barruel e Robison os illuminati não tinham
deixado de existir em 1785 mas tinham ido simplesmente para a clandestinidade.
Os líderes da Revolução francesa eram Maçons e Illuminati, ou os agentes deles e
seguidores, levando a cabo um plano secreto para subverter as monarquias de
Europa e a religião Cristã.
Qual era a verdade por trás destas idéias? A maçonaria moderna tinha se
originado na Inglaterra em princípios do século 18, e de lá tinha se espalhado
para a Europa. Na Inglaterra e França seu juramento e regulamentos ordenavam
lealdade para a igreja e estado, e sua sociedade incluiu os membros das Famílias
Reais tanto da Inglaterra quanto da França, como também clero protestante e
católico. É possível encontrar evidência de atividade política dos Lodges do
século 18, mas isto é localizado e certamente não é evidência de uma conspiração
radical. (Na realidade a Maçonaria inicial inglesa e francesa parecem ter sido
influenciadas pelos Jacobitas, partidários do católico exilado Stuart
pretendente ao trono britânico.)
Os
primeiros estágios da Revolução francesa foram acompanhados por esperanças de um
espírito novo de cooperação entre as classes sociais, e alguns maçons saudaram
este espírito como uma vindicação dos ideais maçônicos de fraternidade humana.
Porém, à medida que a Revolução progrediu suas vítimas incluíram Maçons
proeminentes, e a destruição da aristocracia francesa levou a atividade maçônica
na França a uma virtual parada.
Apesar destes fatos as idéias de Robison e Barruel ganharam uma boa quantidade
de seguidores. Alguns escritores as distorceram em versões até mais estranhas.
Um folheto da década de 1790 alegou que os Maçons eram os descendentes dos
medievais Cavaleiros Templários, e que a Revolução francesa era uma vingança dos
Templários pela perseguição da monarquia francesa, quatrocentos anos antes.
A
Revolução foi seguida pelas Guerras Napoleônicas, e a queda de Napoleão foi
seguida pela restauração de regimes reacionários pela Europa. Neste clima de
repressão, os radicais em vários países escolheram se organizar em grupos com
senhas, rituais de iniciação e reuniões secretas. Na Itália da década de 1820 o
ideal de unidade italiana foi nutrido pelos Carbonari ou Queimadores de
Carvão, uma sociedade secreta que como a Maçonaria fez alegações grandiosas de
grande antiguidade. Na Rússia e Irlanda do século XIX sociedades secretas se
tornaram focos para atividades antigovernamentais. Até mesmo na Inglaterra os
primeiros sindicatos praticaram juramentos e iniciações parecidos com os
Maçônicos.
Como
resultado o espectro de conspiração internacional continuou assombrando os
defensores da ordem estabelecida. Em 1820 Count Metternich, o estadista
austríaco, pediu por uma conferência internacional para discutir meios de
combater as sociedades secretas. Em 1852 Disraeli, o futuro Primeiro-ministro,
podia escrever da antiguidade e malevolência das sociedades nestas palavras:
"A
origem das sociedades secretas que prevalecem na Europa é muito remota. É
provável que elas sejam originalmente confederações de raças conquistadas
organizadas em grande medida pelas hierarquias abrogadas... as duas
características destas confederações que agora cobrem a Europa como uma rede,
são guerra contra a propriedade e um ódio da revelação Semítica [i.e.
Cristianismo]. Estes são os legados dos fundadores delas; uma propriedade
perdida e os criados de altares que foram subvertidos."
| |
Taxil descreveu o aparecimento de Satanás em rituais maçônicos -
aparentemente ele tomou a forma de um crocodilo e tocou piano - e os
laboratórios secretos sob Gibraltar onde demônios fabricavam germes de
pestilência para devastar a Europa católica |
Na
segunda metade do século XIX um novo elemento sinistro estava entrando no mundo
dos teoristas de conspiração. Um romance alemão de 1868, Biarritz por
Herman Goedesche, descreve como os heróis se escondem no cemitério judeu em
Praga, e testemunham uma reunião secreta entre o diabo e os Anciões das doze
tribos Judias. Na reunião aqueles presentes descrevem como os judeus devem usar
seu dinheiro e influência para se tornar governantes do mundo. (Como nós
veremos, este não é de forma alguma o último exemplo de um escritor de thriller
se servindo de teorias de conspiração para seus enredos.) [8]
Na
metade do século XIX os judeus - não-Cristãos, urbanos e recém-liberados de
limitações cívicas - estavam em vários países começando a ser vistos como o
inimigo principal pelas forças de reação e clericalismo baseadas no campo. Como
Biarritz mostra, este anti-semitismo combinou as idéias medievais do judeu
como aliado de Satanás com a idéia da malvada sociedade secreta que manipula
eventos políticos. Porém, tais idéias não eram exclusivas de péssimos
novelistas. Já em 1893 era possível para o Arcebispo católico romano de Maurício
terminar uma denúncia da Maçonaria afirmando que os Maçons eram simplesmente
ferramentas dos judeus, e em suas palavras finais ele horrivelmente se antecipa
a Hitler: "Não esperem, ó judeus, poder escapar da calamidade que os ameaça...
nós não desejamos ser os escravos dos judeus... nós esqueceremos de nossas
diferenças políticas para permanecermos firmes contra os inimigos de Deus. A
Vitória é certa."
Ao
mesmo tempo na França as fraudes grotescas de Leo Taxil acharam uma audiência
pronta entre o clero. Taxil, que alegou ser um desertor maçônico descreveu o
aparecimento pessoal de Satanás em rituais maçônicos - aparentemente ele tomou a
forma de um crocodilo e tocou piano - e os laboratórios secretos sob Gibraltar
onde demônios fabricavam germes de pestilência para devastar a Europa católica.
Taxil mostrou ser um anticlericista que inventou suas estórias para expor a
credulidade de seus oponentes.
Foi
na Rússia Czarista que o anti-semitismo moderno alcançou sua forma definitiva. O
fracasso da revolta de 1905 foi seguido por pogrons oficialmente encorajados e
propaganda anti-semítica, notavelmente um documento intitulado Os Protocolos
dos Anciões de Sião. De acordo com seu editor Sergei Nilus, um proprietário
de terras que se tornou um maníaco religioso depois de perder sua fortuna, este
livro consistia nas minutas secretas de uma reunião de líderes judeus para
planejar a dominação mundial. O plano envolvia o encorajamento do vício e
ateísmo para despolarizar a Europa e o uso de movimentos revolucionários e
manipulação financeira para provocar o colapso final de governos nacionais e a
substituição deles por um império mundial judeu. Este trabalho, em realidade uma
falsificação elaborada pela polícia secreta russa, foi tomado seriamente pelo
próprio Czar e logo se tornou um texto preferido da extrema-direita russa. Como
veremos, posteriormente exerceria uma influência malévola muito além da Rússia.
Embora a Rússia fosse singular na Europa pré-1914 ao ponto do anti-semitismo e
crença em conspirações receberem sanção oficial, as mesmas idéias eram
prevalecentes em muitos outros lugares. Enquanto o caso Dreyfus abalou a virada
do século na França, os direitistas proclamaram que a crise era o trabalho do
'Sindicato', uma força sinistra vista como uma aliança de judeus, Maçons,
radicais e agentes alemães. [7]
Na
Inglaterra o começo do século XX foi um período de crise social. Tensão
internacional em escalada e a revolta dos trabalhadores, mulheres e a Irlanda
desafiaram a estrutura da sociedade. Um resultado disto (esboçado em outros
artigos em MUFOB e Magonia) foi a eclosão de pânicos centrados em
espiões, invasões estrangeiras e aeróstatos misteriosos. Outro foi a
popularidade aumentada de idéias anti-semíticas e conspiratórias. Um thriller
extremamente popular deste período, When it was Dark por Guy Thorne,
descreve o plano de um milionário judeu para destruir o Cristianismo fabricando
dados arqueológicos fraudulentos sobre a vida de Jesus. [10] O romance histórico
de Rudyard Kipling para crianças, Puck of Pook's Hill inclui uma cena na
qual os credores judeus da Europa medieval se encontram para planejar o destino
do continente. Até mesmo propaganda radical contra a Guerra Bôer desenvolveu
tons anti-semitas em alguns casos descrevendo a guerra como o trabalho de
financistas judeus.
Os
anos de 1914 a 1920 viram guerra mundial seguida por revolução e inquietação
pela Europa. À medida que a velha ordem se esfacelava seus defensores, como as
vítimas da Revolução francesa, procuraram nas teorias de conspiração por uma
explicação do que estava acontecendo. Foram distribuídas cópias dos
Protocolos dos Anciões de Sião a soldados do exército Czarista na Guerra
Civil russa. O Marechal-de-campo Ludendorf, o senhor de guerra do Kaiser, culpou
o colapso da Alemanha como uma conspiração de judeus, Maçons e Jesuítas.
A
Inglaterra não estava de forma alguma imune a estas atitudes; jornais
freqüentemente expressaram suspeitas relativas à 'Mão Oculta' que supostamente
estava sabotando o esforço de guerra. Quando a Revolução russa chegou, um
relatório de Escritório Estrangeiro oficial incluiu observações de que os
bolcheviques eram 'Judeus Internacionais'. Até que ponto estas convicções foram
aceitas pode ser visto no primeiro capítulo do thriller famoso de John Buchan
The Thirty-Nine Steps. Coronel Scudder, agente secreto, explica que por trás
de toda companhia principal na Europa há um "judeu em uma cadeira de rodas com
uma face parecida com o de uma cascavel", e que a causa da Primeira Guerra
Mundial é que "o judeu tem a faca dele no Império russo".
Um
dos principais disseminadores de teorias de conspiração por esta época, e uma
grande influência em teorias posteriores foi Nesta H. Webster (à direita),
autora de World Revolution; the Plot Against Civilisation e
Secret Societies and Subversive Movements, publicados nos anos vinte. Nestes
livros são reunidos os temas de teorias de conspiração prévias em uma síntese
extraordinária. A última origem dos movimentos revolucionários do século vinte é
declarada como uma seita medieval de muçulmanos fanáticos conhecida como a Ordem
de Assassinos. Os Assassinos tiveram sucesso em subverter os Cavaleiros cruzados
Templários que levaram suas idéias para a Europa onde eles formaram a base da
Maçonaria. Os Maçons e os Illuminati de Weishaupt tinham conduzido as revoluções
francesa e bolchevique. Os socialistas, o IRA e outros movimentos radicais eram
controlados pelos mesmos conspiradores Satânicos, junto com os mais recentes
aliados deles os Sionistas e o Grupo de Generais alemão.
É
uma indicação adicional do clima mental do período que a senhora Webster foi
convidada a palestrar para grupos de oficiais do exército em mais de uma
ocasião, e que em 1920 um MP principal que escrevia sobre o Bolchevismo podia
alegar que: "Esta conspiração contra a civilização [data] dos dias de
Weishaupt... como a historiadora moderna a senhora Webster tem mostrado tão
habilmente, ela desempenhou um papel reconhecível na Revolução francesa." [11] O
autor dessas palavras foi Winston Churchill.
Como
o Exército Vermelho emergiu vitorioso da Guerra civil russa, os emigrados
Czaristas se espalharam a muitos países. Alguns deles formaram focos para a
distribuição de propaganda anti-semítica. Os esforços deles caíram em terreno
receptivo. Nos EUA, Henry Ford ficou impressionado o suficiente para contratar
um time de detetives para tentar localizar os Anciões de Sião. Na Inglaterra os
Protocolos foram tomados seriamente pela maioria das seções respeitadas da
imprensa. Em 1920 The Times editorialisou: "Será que nós, esforçando cada
fibra de nosso corpo nacional, escapamos de uma Pax Germanicus apenas
para entrar em uma Pax Judaica? Os Anciões de Sião, como representados
nos seus Protocolos, não são de forma alguma mestres mais amáveis que William II
e seus capangas". (É justo atentar que nos anos seguintes o Times
publicou uma série de artigos expondo a natureza fraudulenta dos Protocolos.)
Na
Alemanha a publicação deles deu um impulso considerável ao embrionário partido
Nazista. Os resultados do anti-semitismo na Alemanha significaram que o tipo de
idéias tratadas neste artigo acabaram se tornando reservados em grande parte a
grupos abertamente nazistas, como a Frente Nacional na Inglaterra [12]. Porém os
últimos anos parecem ter visto um revival de teorias de conspiração. Uma fonte
disto parece ter sido o conflito entre os tradicionalistas e liberais na igreja
católica romana. Os oponentes da reforma na igreja têm em alguns países como a
França disseminado propaganda anti-maçônica e anti-semítica do tipo do século
XIX, e alegam que os Maçons dominaram a Igreja.
Porém a fonte principal de teorias de conspiração modernas é os EUA. Isto é
dificilmente surpreendente. Os assassinatos políticos dos anos 60 deixaram
muitas perguntas sem resposta; o escândalo de Watergate revelou uma rede de
conspiração criminal que se estende até a Casa Branca, e foi seguido por
revelações sobre a CIA relativas ao uso de drogas ilegais, planos de assassinato
e negócios com gângsteres que pareciam tão fantásticas quanto as idéias mais
estranhas das teorias de conspiração. Jimmy Carter, cuja eleição tinha parecido
prometer uma quebra deste mundo dos criminosos políticos, mostrou ser um membro
da Comissão Trilateral, um clube semi-secreto de políticos e homens ricos,
patrocinado pelos Rockefellers. [13]
Muitos grupos diferentes responderam a estes eventos com interpretações
conspiratórias. A Sociedade John Birch, que já foi uma organização puramente de
extremo anticomunismo, descobriu os trabalhos de Nesta Webster e os teoristas de
conspiração anteriores como Barruel e Robison. A Sociedade proclama agora que o
Comunismo é uma criação de banqueiros internacionais, e a Comissão Trilateral
seria a mais recente face dos Illuminati. Na Esquerda alguns escritores
abandonaram idéias socialistas tradicionais de como a sociedade funciona em
favor de uma análise da sociedade americana que a vê controlada por agências de
inteligência e super-capitalistas. [14] Illuminatus de Robert Alton
Wilson, um estranho romance de ficção científica que incorpora histórias de
conspiração de esquerda e direita se tornou um best-seller.
Tal
é o mundo das teorias de conspiração; um mundo que como nós veremos na segunda
parte deste estudo, tem várias ligações surpreendentes com a ufologia.
***
Ir para a segunda parte
Ir para a terceira parte
Referências
1. Gary Allen,
None Dare Call it Treason, 76 Press, California, 1971. The Rockefeller
File
ibid., 1976
2. Carl Oglesby, The Yankee-Cowboy War, Sheed Andrews,
Kansas City, 1976.
3. Nesta H. Webster. Secret Societies and Subversive
Movements. Constable, London. 1924.
4. Walter Bowart, Operation Mind Control, Fontana,
London. 1976.
5. Anon. The Gemstone File. Privately printed, London,
1976.
6. J Harrison. The Second Coming, Routlege and Kegan
Paul, London, 1978.
7. The data on eighteenth and nineteenth century secret
societies in this article is taken largely from: J. M. Roberts, The
Mythology of the Secret Societies, Paladin, 1974.
8. Most of this article's material on antisemitism comes from:
Norman Cohn, Warrant for Genocide, Eyre and Spottiswood, London, 1971.
9. Barbara Tuchman, The Proud Tower.
10. Claude Cockburn, Best Sellers.
11. Sunday Herald, 8 February 1920.
12. The role of conspiracy theories in national front
ideology is described in: Michael Billig, Fascists, Harcourt Brace,
London, 1978.
13. Howard Zinn, A People's History of the United States,
chapter 20. Longmans, 1980
14. For left-wing conspiratorial interpretations of American
political assassinations, see: Yazijian and Blumenthal, Government by
Gunplay, Signet, NY, 1976. Similar interpretations of Watergate and some
criticisms from a traditional left viewpoint can be found in: Steve Weissman:
Big Brother and the Holding Company, Ramparts Press, California, 1974