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A Keely Engine Company
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John Worrell Keely (1837-1898) da
Filadélfia era um carpinteiro e mecânico que anunciou em 1872 que havia
descoberto um princípio novo para produção de energia. As vibrações de
um simples diapasão tinham lhe dado a idéia e os meios para extrair
energia etérica.
| Nessa época a maioria dos
físicos acreditava que todo o espaço estava preenchido por um fluido
elusivo chamado "éter luminífero". Experimentos eram conduzidos para
medir as propriedades deste éter, dando resultados negativos ou
confusos. Nas primeiras décadas do século 20 a idéia do éter se
tornou ultrapassada. Os físicos finalmente perceberam que a razão
pela qual não podiam detectar o éter ou medir suas properidades era
que ele simplesmente não existia. Mas mais importante, as antigas
razões que haviam dado para pensar que existia puderam ser
resolvidas pela teoria da relatividade. Hoje o éter luminífero quase
nem é mesmo mencionado em livros de ensino. |
Keely persuadiu vários engenheiros e capitalistas a investir na idéia,
formando a Keely Motor Company em Nova Iorque em 1872. Logo ele tinha um
capital de um milhão de dólares, principalmente de ricos homens de
negócio de Nova Iorque e Filadélfia. Ele usou o dinheiro para comprar
materiais necessários para construir um motor baseado em suas teorias.
Logo ele tinha construído um gerador etérico, que ele demonstrou a
audiências maravilhadas em 1874 na Filadélfia. Keely soprou em um bocal
por meio minuto, então verteu cinco galões de água de torneira no mesmo
bocal. Depois que alguns finos ajustes o medidor de pressão indicou
pressões de 10,000 libras por polegada quadrada. Isto, disse Keely, era
evidência de que a água tinha sido desintegrada e um vapor misterioso
tinha sido liberado no gerador, capaz de mover maquinaria.
Um espectador a uma demonstração de Keely descreveu o poder da máquina.
"Grandes cordas eram rompidas, barras de ferro quebradas ou dobradas,
rebites lançados através de pranchas de doze polegadas, por uma força
que não pôde ser determinada".
Keely predisse que sua descoberta tornaria outras formas de energia
obsoletas. Um quarto de água seria bastante para enviar um trem da
Filadélfia para São Francisco e de volta. Um galão impeliria um navio a
vapor ida e volta de N. Y. para Liverpool. "Um balde de água tem
bastante deste vapor para produzir uma força suficiente para deslocar o
mundo de seu curso."
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| Keely e o grupo de diretores da Keely Motor
Company. |
Keely viveu em alto estilo, como o chefe de qualquer grande companhia.
Para seu crédito, dedicou a maioria do dinheiro investido em equipamento
de pesquisa. Ele fez a maior parte da experimentação, construindo seu
próprio aparelho. Ele não estava disposto a confiar o segredo a aqueles
que não podiam ou não iriam entender -- especialmente físicos e
engenheiros. Céticos notaram que o equipamento nunca conseguia funcionar
como deveria a menos que Keely estivesse presente.
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John Worrell Keely fotografado
em seu laboratório em 1889
The Bettmann Archive.
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| Motor hidro-vácuo de Keely
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O trabalho seguiu lentamente. Para manter os ânimos dos acionistas
Keely organizou demonstrações públicas. Estas eram obras-primas de
atuação. Ele demonstrou uma máquina maravilhosa, uma "máquina
vibratória" ou Vacuo-motor pulsante hidro-pneumático". Era um trabalho
de arte do maquinista, feito de metal e cobre brilhantes. A máquina era
ligada a outra máquina chamada um "libertador", uma gama complicada de
fios de metal, tubos e diapasões.
Keely explicou que ele estava extraindo uma "força latente" da natureza --
a energia vibratória do éter. [Nós podemos culpar por essa idéia os
físicos.] Keely freqüentemente usou gaita, violino, flauta, cítara ou
tubo de lance para ativar as máquinas dele. Alguns disseram que valia o
preço de ser enganado para ouvir a linguagem eloqüente que Keller usava
para explicar sua teoria. [Dizia-se que Keely tinha talento e
conhecimento musical consideráveis.]
Uma idéia central da teoria de Keely da natureza era a noção de que
tons musicais poderiam ressonar com átomos, ou com o próprio éter. Ele
até desenhou este diagrama musical para ajudar as pessoas a entender os
detalhes desta teoria. [Há aqueles hoje que usam isto como indício de
que Keely estava à frente de seu tempo, se antecipando à teoria da
mecânica quântica.]
Biógrafos descreveram Keely como um "experimentador mecânico", "inventor e
impostor", "professor de perfídia", "caloteiro" e "moleque escandaloso".
A falta de educação científica formal de Kelley não aborreceu seus
partidários, e não intimidou o próprio Keely de proclamar grandemente
suas teorias como "científicas".
| Com nosso conhecimento
presente nenhuma definição pode ser dada à energia latente, que,
possuindo todas as condições de atração e repulsão associadas com o
magnetismo, está livre dele. Se é uma condição da eletricidade, mas
sem qualquer fenômeno elétrico, ou uma força magnética, reblede aos
fenômenos associados com o desenvolvimento magnética, a única
conclusão filosófica a que posso chegar é que este elemento
indefinível é a alma da matéria [J. W. Keely] |
Keely expôs suas idéias usando uma teoria elaborada da "força etérica",
temperada com termos eloqüentemente profundos como: "equilíbrio
simpático, harmônica negativa quadrupolo, desintegração etérica". Seus
financiadores foram impressionados propriamente. Ele olhou com piedade
condescendente para aqueles que pareciam não entender.
Alguns acionistas desiludidos retiraram seu apoio uma vez que as
experiências de Keely sofreram atrasos repetidos. Keely declarou que já
tinha provado que sua teoria poderia ser implementada para propósitos
úteis, e fez promessas vastas de benefícios econômicos da energia
etérica sobre o carvão e outras fontes de energia. Mas ele resistiu às
demandas de investidores para que produzisse algum produto comerciável.
Acionistas não estavam contentes com a insistência de Keely de que mais
experimentação era necessária para "aperfeiçoar" as máquinas.
Felizmente, próxima da falência, Keely adquiriu uma financiadora rica, a
Sra. Clara S. J. Bloomfield-Moore, viúva de um fabricante de papel da
Filadélfia.
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Frasco de vidro contendo
pesos que Keely alegou,
poderiam subir e descer ao
tocar as cordas de cítara |
Ela lhe concedeu mais de $100,000 para despesas e lhe prometeu um
salário de $2,500 por mês. Ela se tornou ativa promovendo Keely em
jornais e livros e buscando cientistas que poderiam validar as
reivindicações dele. Ela sugeriu que ele compartilhasse seu segredo com
Edison ou Tesla para acelerar seu desenvolvimento, mas Keely recusou.
Ele pelo menos concordou que os cientistas pudessem observar as
demonstrações.
E. Alexander Scott, um engenheiro elétrico, testemunhou tal demonstração.
Quando Keely mostrou para ele a força etérica fazendo um peso subir e
descer em um frasco fechado de água, Scott não se impressionou. Keely
usou o som de uma cítara para ativar o libertador de globo que então
transmitiu a força etérica por um arame ao recipiente de água. Scott
suspeitou que peso era oco, de forma que uma mudança mínima da pressão
da água poderia fazê-lo subir ou descer, da mesma maneira que um
mergulhador Cartesiano. O arame, ele sugeriu, era um tubo oco
transmitindo a pressão de ar para a câmara de água. Para refutar a
idéia, Keely cortou o arame para provar que era sólido. Mas Moore
discretamente pegou um pedaço de arame similar na oficina e depois
descobriu que de fato tinha um centro oco, bem fino.
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Teste da força simpática
de discos vitalizados.
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Outras demonstrações mostraram que a força etérica era grande o bastante
para erguer pesos enormes. Também poderia disparar sua "arma vapórica",
demonstrada em Sandy Hook, Long Island.
| Keely Perto do Fim
Foi anunciado da Filadélfia em 17 de março que a Keely motor estava
praticamente terminada. Todos trabalhadores foram dispensados, e o
Sr. Keely devia imediatamente começas a se "focalizar e ajustar os
vibradores" — uma operação delicada mas fácil para ele — e assim que
ele obtivesse "uma revolução perfeita, ainda que tão lenta", a
grande invenção estaria completa. As notícias atraíram parágrafos
engraçados nos jornais e um considerável desapontamente entre
acionistas e diretores, que têm investido dinheiro há vários anos
para apoiar o discobridor do século dezenove do "moto perpétuo" É
difícil, realmente, considerar seriamente a alegada invenção, ou
caracterizara justamente o inventor, quem, nesta idade, não apenas
assume que pode tirar algo de nada, mas esconde todos seus métodos e
processos e afeta mais que os mistérios dos antigos alquimistas.
Contudo é um assunto sério àqueles que têm jogado dinheiro fora aí.
Agora, entretanto, nós parecemos ter finalmente alcançado o "começo
do fim", e a atenção dos investidores pode, a tempo, ser "focalizada
em seus relatos de lucro e prejuízo. [Scientific American, 25
de março de 1884, p. 196.] |
A revista Scientific American acompanhou a carreira de Keely com algum
fascínio e diversão. Eles não estavam impressionados, informando que
todas demonstrações que testemunharam poderiam ter sido produzidas
facilmente com fontes escondidas de ar comprimido.
Keely continuou esta pesquisa durante quatorze anos, organizando
demonstrações ocasionalmente para aplacar os acionistas impacientes. A
Sra. Moore estava preocupada com o relatório negativo de Alexander
Scott, e por artigos contrários indelicados em jornais e revistas. Assim
ela buscou uma segunda opinião do físico Prof. W. Lascelles-Scott, da
Inglaterra. Ele passou um mês na Filadélfia realizando sua investigação
, informando finalmente ao Franklin Institute que "Keely demonstrou a
mim, de um modo que é absolutamente inquestionável, a existência de uma
força até então desconhecida".
Já que o físico Lascelles-Scott e o engenheiro Alexander Scott obviamente
discordavam, foram reunidos para testemunhar mais demonstrações de Keely. A Sra.
Moore sugeriu que o teste definitivo seria cortar aquele arame que Scott alegou
que era na verdade uma linha de ar. Desta vez Keely recusou veementemente.
Lascelles-Scott voltou para a Inglaterra, e a Sra. Moore, com a fé abalada,
reduziu o salário de Keely para $250 por mês.
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Esfera de três toneladas encontrada no
porão do prédio do laboratório de Keely
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Depois que Keely morreu em 18 de novembro de 1898, céticos suspeitos e
repórteres de jornal fizeram um exame cuidadoso do laboratório dele.
Alguma da maquinaria de Keely já tinha sido levada por "crentes" que
esperaram que poderiam fazê-la funcionar. um eletricista de Boston, T.
Burton Kinraide, levou o motor para a casa dele em Jamaica Plains. Parte
do aparelho terminou na Inglaterra. Ninguém poderia fazê-lo funcionar
como fazia no laboratório de Keely. O segredo não estava nas máquinas; o
segredo estava no próprio laboratório. O engenheiro Alexander Scott e o
filho da Sra. Moore, Clarence, examinaram o edifício, acompanhados pela
imprensa e fotógrafos. Falsos tetos e chãos foram abertos revelandos
cintas mecânicas e ligações a um motor de água silencioso no porão (dois
andares debaixo do laboratório). Um sistema de interruptores pneumáticos
debaixo das tábuas de chão poderia ser usado para ligar e desligar a
maquinaria. Uma esfera de três-toneladas foi achada no porão,
aparentemente um reservatório para ar comprimido. As paredes, tetos e
até mesmo vigas aparentemente sólidas revelaram ter canos escondidos. A
evidência de fraude em grande escala era óbvia e inegável.
O que é realmente notável é que a Sra. Moore tinha persuadido vários
cientistas aparentemente respeitáveis a observar as demonstrações de
Keely, e alguns deles afirmaram que ficaram impressionados, e até mesmo
convencidos de que Keely tinha feito descobertas científicas
revolucionárias. Por que alguns foram enganados tão facilmente pelas
fraudes óbvias de Keely (ainda que muito elaboradas), que foram
adivinhadas corretamente por observadores mais perceptivos e céticos? É
claro, deve ser declarado que Keely nunca permitiu que qualquer
examinasse suas máquinas, que as testassem independentemente ou até
mesmo olhassem dentro delas. Até hoje, artistas de fraude promovendo
máquinas de energia podem encontrar alguns engenheiros ou físicos
formados dispostos a declarar publicamente que não encontraram nenhuma
fraude ou enganação nas máquinas e estão convencidos de que princípios
científicos novos estão em funcionamento. É, são as "testemunhas
qualificadas" em ação.
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| Keely em seu escritório. (Rótulo
adicionado)
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Keely tinha mantido sua companhia em funcionamento por 26 anos sem
nunca colocar um produto no mercado, pagar um dividendo ou revelar seus
segredos. Esse é seu único feito indubitável. Ele nunca divulgou os
segredos dele a qualquer um, até onde sabemos. Um amigo íntimo informou
que tinha perguntado uma vez para a Keely: "John, o que você quer para
um epitáfio? " A resposta dele: "Keely, o maior humbug [fraude de
entretenimento] do século dezenove".
O termo "humbug" está associado com o showman americano Phineas Taylor
Barnum (1810-91), que escreveu um livro "Humbugs of the World" e era
renomado por enganar o público com "maravilhas" fraudulentas e
exageradas. Barnum e Keely nunca se encontraram, mas poderiam ter sido
almas gêmeas.
| A Keely Motor
Parada Novamente.A primeira semana de confinamento
solitário de Keely com seu motor com o objetivo de "focalizar e
ajustar os vibradores" resultou não na revolução única que devia
demonstrar seu triunfo final, mas em outro adiamento. Nós
descobrimos de um de nossos contemporâneos que os acionistas se
encontraram na Filadélfia no dia 26, e esperaram com grande
excitação por um relatório de Keely. Ele mandou dizer que a
"focalização" estava fazendo progresso rápido, que ele estava muito
ocupado para sair mesmo por um momento, e que ele fixaria uma data
para exibição em ou antes do dia 10 de abril. Então so acionistas se
separaram, alegres e esperançosos como de costume. [Scientific
American, 5 de abril de 1884, p. 213.] |
| Ainda que quando novas
invenções apareçam seja necessário cunhar termos apropriados, não
devemos achar essencial recorrer a promessas heterogêneas de
absurdos. [Scientific American, 11 de outubro de 1884.] |
O caso Keely é geralmente reconhecido como uma das fraudes científicas
de maior sucesso. Ainda hoje há pessoas que sentem que ele foi
"incriminado", e que seus "segredos" ainda estão para ser descobertos.
Um site na internet, Keelynet, é dedicado a continuar e estender o
trabalho dele, seguindo suas teorias ocultas da física e matéria.
As teorias de Keely foram atualizadas por pessoas para harmonizá-las com
sua filosofia nova era, e com seu entendimento precário de ciência
popularizada. Eles traduziram "éter" como "energia do ponto zero" ou
"energia livre", que eles reivindicam preenche todo o espaço e pode ser
extraída por qualquer um inteligente o bastante para redescobrir os
segredos de Keely.
Alguns anos atrás eu tive a oportunidade ver e examinar o modelo motor
hidro-vácuo de Keely que está na coleção do Franklin Institute na
Filadélfia. Naquele momento estava emprestado a um indivíduo privado (em
troca de uma doação generosa ao museu). Infelizmente as condições na
casa desta pessoa não eram ideais para fotografia, e esta fotografia foi
o melhor que eu obtive (embora a fotografia original estivesse em 3d.)
Confie em mim, esta máquina nunca poderia ter funcionado sozinha, sem a
ajuda de fontes de energia escondidas (ar comprimido).
...há pouca dúvida sobre a
fraude. Muitos investigadores viram a evidência e fizeram
declarações sóbrias sobre ela. Nenhum dos membros da Keely Motor
Company tinha algo a ganhar de uma exposição p'bulica dela — muito
pelo contrário. Clarence Bloomfield-Moore era um distinto
arqueologista e explorador, que havia passado vinte anos explorando
as planícies indígenas pela América. Suas escavações no laboratório
de Keely, acompanhadas por repórteres da imprensa de Filadélfia e um
membro da equipe de Scientific American eram ilustradas com
fotografias que não dão lugar a dúvida...
Keely era claramente um charlatão a maior parte do tempo, mas
houveram grandes médiuns espiritualisras que produziram fenômenos
genuínos assim como fraudes deliberadas... Keely pode ter sido mais
um enganador em grande escala. Mas pode ele ter gasto a maior parte
da vida com uma sério de fraudes obsessivas?
[Leslie Shepard, 1972. O comentário sobre "fenômenos
genuínos" de médiuns espiritualistas é revelador da "vontade de
acreditar" de Shepard.] |
Nota final.
Embora a imprensa classificasse as alegações de Keely com "movimento
perpétuo", o próprio Keely nunca reivindicou que quaisquer de suas invenções
violassem leis físicas. Ele expressou suas alegações muito habilmente para que
fossem consoantes com a ciência especulativa de sua época. Ele exercitou
embelezamento eloqüente destas idéias, e cunhou palavras maravilhosas que soavam
científicas, mas sem nunca defini-las cuidadosamente. Ele era tão bom nisto que
seus seguidores hoje podem apontar para coisas obscurecer que Keely disse e
engenhosamente interpretá-las como se antecipando à teoria atômica moderna.
| P homem com uma idéia nova é um excêntrico,
até que ela tenha sucesso. —Mark Twain. |
"Investigadores" contemporâneos igualmente evitam o termo "movimento
perpétuo". Para explicar a energia que eles esperam produzir, inventam formas
misteriosas de energia "ao redor de nós", que nunca foram descobertas, não têm
nenhum efeito na maior parte da matéria e não têm nenhuma fundação sólida dentro
da ciência bem estabelecida e testada.
| O fato de que uma nova idéia seja
ridicularizada não aumenta a probabilidade de descobrir-se
eventualmente que tem mérito. A maioria das novas idéias, mesmo na
ciência, falha, e são silenciosamente jogadas para debaixo do tapete
da história. — D. E. S. |
Eles consideram a "ciência como nós a conhecemos" com desprezo, e vêem a
ciência de hoje como uma camisa-de-força que contém aqueles que buscam descobrir
"princípios científicos novos." Estas pessoas dedicam muito mais esforço para
racionalizar seus métodos, justificar suas alegações sem provas, e inventar
paradigmas novos que produzindo resultados testáveis.
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Os segredos do laboratório de Keely
publicados no The New York Journal
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Não é patológico admitir que a ciência nunca está completa, e que
descobertas novas serão feitas e modificarão pelo menos parte de nossa
compreensão presente. Porém, é um pouco perverso justificar o pensamento
científico de uma pessoa e funamentá-lo em teorias inventadas vagas e
incompreensíveis e enganações experimentais de um charlatão do século 19
século como Keely. Keely pode ter sido um vigarista inteligente, ou ele
pode ter sido um investigador diligente mas mal dirigido da verdade
científica que só fabricou fraudes para ganhar apoio. Ele pode ter sido
ambos. Qualquer que tenha sido o caso, eu predigo confiantemente que se
forem descobertas fontes novas de energia, não terão qualquer conexão
com qualquer coisa que Keely fez ou imaginou. Seus seguidores e
admiradores atuais estão desperdiçando seu tempo, e simplesmente não
chegarão a nenhum lugar enquanto tentam implementar as idéias de Keely
para produzir um gerador de energia.
Materiais relacionados.
Um website, historical Document on John. W. Keely, tem uma miscelânea rica
de artigos de jornal, folhetos de Keely e Moore, folhetos sobre Keely e algumas
imagens. Estes foram aparentemente coletados por um crente, mas inclui muitas
fontes céticas,
A história da fraude de moto perpétuo de Redheffer está no Museum of
Hoaxes de Alexander Boese.
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Não deixe de visitar a
seção de fraudes das páginas de Donald Simanek (em inglês).
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