Enquanto muitos dos livros de Arthur Conan Doyle estão
disponíveis na Internet e são dedicados muitos websites a ele e seu trabalho, há
escassa menção da aceitação crédula de Doyle do espiritualismo, fadas e outras
idéias ocultas. Este é um pequeno esforço para sanar essa omissão.
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A casa Fox foi movida para o campo
espiritualista em Lily Dale, NY,onde posteriormente queimou até a
fundação.
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A casa Fox, de um cartão postal do século
19
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Tal evidência aparente surgiu em
Hydesville, Nova Iorque, em 1848, em uma casa modesta que tinha uma reputação de
ser assombrada. Ali ocorreu o evento que lançou o movimento conhecido como
"espiritualismo moderno" para distingui-lo de convicções históricas mais antigas
sobre uma vida após a morte.
A família Fox tinha três filhas adolescentes que diziam ouvir barulhos estranhos
de estalos à noite. As meninas pensaram que um fantasma poderia estar produzindo
os barulhos, assim elas tentaram responder batendo as mãos. Elas rapidamente
evoluíram para um código para se comunicar com o fantasma de um mascate que
tinha visitado a casa há muito tempo e tinha sido assassinado lá. Um esqueleto
achado posteriormente no porão parecia confirmar a história. Naturalmente isto
atraiu muita atenção local.
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| As irmãs Fox.
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As garotas Fox se tornaram celebridades instantâneas. Elas demonstraram sua
comunicação com o espírito usando palmas e estalos, escritura automática e
depois até mesmo comunicação por voz, enquanto o espírito tomava controle de uma
das meninas.
Logo outros, agora conhecidos como médiuns, imitaram isto e começaram a se
comunicar com os mortos, cobrando pelos seus serviços. Foram administradas
sessões em quartos escuros ou semi-escuros com participantes sentados ao redor
de uma mesa. Às vezes a mesa balançava e se inclinaria, participantes (sentados)
poderiam sentir uma brisa fria em suas faces, flores frescas (até mesmo fora de
estação) às vezes se materializavam no ar e apareciam na mesa. Instrumentos
musicais poderiam tocar misteriosamente. O médium às vezes falava, sob controle
de um espírito, retransmitindo mensagens da pessoa querida falecida. Outros
métodos de comunicação com espíritos incluíram escritura em recipientes
lacrados, imagens formadas sobre pratos fotográficos que haviam sido mantidos em
invólucros lacrados e imagens pintadas que gradualmente apareciam em telas
previamente em branco.
Céticos suspeitaram que tudo isto não era nada mais que enganação e fraude
inteligente. No entanto, crença na habilidade para se comunicar com os mortos
cresceu rapidamente, tornando-se uma religião organizada chamada Espiritismo. O
Espiritismo floresceu bem no século XX, e ainda existe hoje.
Suspeitas de que os fenômenos de sessões eram fraudulentos foram reforçadas
quando Margaret Fox confessou a fraude. No dia 21 de outubro de 1888, Margaret
apareceu frente a uma audiência de 2000 pessoas para demonstrar como ela tinha
produzido os estalos de espírito fraudulentamente. Usando meias, em uma
plataforma pínea pequena seis polegadas sobre o chão, Margaret produziu estalos
audíveis por todo o teatro estalando as juntas de seus dedões! Doutores da
audiência vieram ao palco para verificar a fonte do som.
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| Cartum satírico de manifestações físicas durante uma
sessão espiritualista.
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Margaret confessou que ela e a irmã usaram este e outros métodos para produzir
os estalos. Às vezes elas usaram uma maçã em um fio, batendo no chão longe de
vista atrás da mobília. Sua confissão mostrou que todo o movimento
espiritualista estava fundado em um evento fraudulento.
Os espiritualistas ficaram ultrajados com a revelação de Margaret. Eles
simplesmente se recusaram a aceitar sua validez. Henry J. Newton, o presidente
da The First Spiritual Society de Nova Iorque disse:
A idéia de alegar que aqueles "estalos"
não vistos podem ser produzidos com juntas dos pés! Se ela diz isto, até
mesmo respeitando as próprias manifestações dela, ela mente! Eu e muitos
outros homens de verdade e posição testemunharam as manifestações dela e de
suas irmãs muitas vezes sob circunstâncias nas quais era absolutamente
impossível que houvesse a minima fraude.
Margaret escreveu uma história assinada que
apareceu em The New York World, em 21 de outubro de 1888. Ela disse:
O Espiritualismo é fraude e enganação. É
um ramo da prestidigitação, mas tem que ser estudado minuciosamente para
alcançar a perfeição.
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Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930)
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Sir Arthur Conan Doyle, criador do Sherlock
Holmes fictício, era um crente convicto no espiritualismo. Ele era um daqueles
que não aceitaria a confissão de Margaret. Ele respondeu:
Nada que ela poderia dizer sobre aquele
assunto vai mudar sequer um pouco a minha opinião, nem irá mudar a de
qualquer um que tenha sido convencido profundamente de que há uma influência
oculta nos conectando com um mundo invisível.
O mágico Harry Houdini, um showman
continuamente alerta a oportunidades para auto-promoção, expôs publicamente os
truques mediunísticos em seus shows de palco e escreveu folhetos se opondo a
médiuns fraudulentos. Mesmo assim alguns espiritualistas afirmaram que Houdini
possuía poderes espiritualistas genuínos, recusando-se a aceitar as próprias
declarações de Houdini de que só enganação estava envolvida em suas ilusões de
palco.
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Arthur Conan Doyle dedicou um capítulo inteiro de seu
livro The Edge of the Unknown para argumentar em detalhe que
Houdini tinha poder psíquico genuíno, mas não admitia. Curiosamente,
Doyle e Houdini permaneceram amigos, apesar dos confrontos públicos a
respeito do espiritualismo. Talvez eles compartilhassem uma apreciação
do valor da auto-promoção pública.
Doyle era um crédulo ingênuo em vários tipos de tolice. Ele não só
acreditou no espiritualismo e todos os fenômenos de sessões espíritas,
mas também acreditou em fadas.
Em 1917, duas meninas adolescentes em Yorkshire produziram fotos que
tinham tirado de fadas em seu jardim. Elsie Wright (6) e sua prima
Frances Griffiths (10) usaram uma máquina fotográfica simples e dizia-se
que não possuíam qualquer conhecimento de fotografia ou truques
fotográficos.
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O Mágico Harry Houdini (Erich Weiss) (1874-1926). Cartaz,
da Biblioteca de Congresso.
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Frances e as Fadas, julho de 1917, foto tomada por Elsie. Máquina fotográfica
Midg Quarter a 4 pés, 1/50 segundos., dia ensolarado.
Fotografia No. 1, acima, tirada em julho, mostrava Frances no jardim com uma
cachoeira no plano de fundo e um arbusto no primeiro plano. Quatro fadas estão
dançando no arbusto. Três têm asas e uma está tocando um instrumento longo
parecido com uma flauta. Frances não está olhando para as fadas logo à frente
dela, mas parece estar posando para a câmera. Embora a cachoeira esteja borrada,
indicando uma velocidade de obturador lenta, as fadas, saltando no ar
aparentemente, não estão borradadas.
Aqui está um olhar mais detalhado a este quadro.
Fotografia No. 1. (detalhe) Esta fotografia e
as quatro que se seguem foram providas pela
Fundação Educacional James Randi. Estas
estão enquadradas para mostrar os detalhes importantes claramente.
Fotografia No. 2, tirada em setembro, mostra
Elsie sentada no gramado estendendo sua mão a uma gnomo amigável (em torno de um
pé de altura com asas) que está pisando adiante sobre a larga bainha da saia
dela.
Peritos fotográficos que foram consultados declararam que nenhum dos negativos
tinha sido forjado, não havia nenhuma evidência de dupla exposição e que um
borrão leve de uma das fadas na fotografia número 1 indicava que a fada estava
se movendo durante a exposição de 1/50 ou 1/100 segundos. Eles pareciam não
sequer entreter a explicação mais simples de que as fadas eram recortes de papel
simples fixados nos arbustos, balançando ligeiramente com a brisa. Doyle e
outros crentes também não estavam aborrecidos pelo fato de que as asas da fada
nunca mostravam borrões de movimento, até mesmo na imagem da fada calmamente
posada de pé em pleno ar. Aparentemente asas de fada não funcionam como as asas
de um beija-flor.
Quase ninguém pode olhar para estas fotografias hoje e aceitá-las como qualquer
coisa que não fraudes. A iluminação nas fadas não combina com a das meninas. As
figuras das fadas têm uma aparência plana, de recorte. Mas espiritualistas e
outros, que preferem um mundo de magia e fantasia, aceitaram as fotografias como
evidência genuína para fadas.
Três anos depois, as meninas produziram mais três fotografias.
Fotografia No. 3 "Francis e a Fada Saltando"
mostra um perfil ligeiramente borrado de Frances com a fada alada suspensa em
pleno ar bem em frente ao nariz dela. O fundo e a fada não estão borrados.
Hmmm...
Fotografia No. 4 mostra uma fada de pé no ar
oferecendo uma flor para Elsie. Bem, de pé em um galho talvez, já que as imagens
da fada estão a uma distância interminável da máquina fotográfica.
Fotografia No. 5 "Fadas e seu Banho de sol" é
a única que parece ter sido uma dupla exposição acidental ou deliberada.
As meninas disseram que não podiam
fotografar as fadas se qualquer outra pessoa estivesse olhando. Ninguém mais
poderia fotografar as fadas. Havia só uma testemunha independente, Geoffrey L.
Hodson, um escritor Teosofista, que alegou ver as fadas e confirmou as
observações das meninas em todos os detalhes.
Arthur Conan Doyle
Arthur Conan Doyle não apenas aceitou estas fotografias como genuínas, ele até
escreveu dois panfletos e um livro que atestavam a autenticidade destas
fotografias, incluindo muito folclore de fadas adicional. O livro dele,
A Vinda das Fadas [The Coming of the Fairies], ainda é publicado, e
algumas pessoas ainda acreditam que as fotografias são autênticas. Os livros de
Doyle são leitura muito interessante até mesmo hoje. A convicção de Doyle no
espiritualismo convenceu muitas pessoas de que o criador de Sherlock Holmes não
era tão brilhante quanto a criação fictícia dele.
Alguns pensaram que Conan Doyle estava louco, mas ele defendeu a realidade de
fadas com toda a evidência que pôde encontrar. Ele se opôs aos argumentos dos
descrentes. Na realidade, os argumentos dele soam surpreendentemente semelhantes
sob todos os aspectos a livros atuais promovendo a idéia de que seres
alienígenas nos visitam em OVNIs. Robert Sheaffer escreveu um artigo inteligente
traçando estes paralelos de forma maravlihosa.
Com o passar dos anos persistiu o mistério. Só alguns fanáticos acreditaram que
as fotografias eram de fadas reais, mas o mistério dos detalhes de como (e por
que) elas foram feitas continuou fascinando os estudantes sérios de
brincadeiras, fraudes e enganações. Quando as meninas (já adultas) foram
entrevistadas, suas respostas eram evasivas. Em uma entrevista da BBC em 1975
Elsie disse: "Eu lhe contei que elas são fotografias de invenções de nossa
imaginação e é nisso que vou insistir". Em 1977 Fred Gettings tropeçou em
evidência importante enquanto trabalhava em um estudo de ilustrações de livro do
começo do século XIX. Ele achou desenhos por Claude A. Shepperson no livro
infantil de 1915 que as meninas poderiam ter facilmente possuído, e que eram,
sem dúvida, os modelos para as fadas que apareceram nas fotografias.
Ilustração para o poema de Alfred Noyes
"Um Feitiço para uma Fada" ["A Spell for a Fairy] em Princess Mary's Gift
Book por Claude Shepperson. (Hodder e Stoughton, sem data, c. 1914, pág. 101ff).
Compare as poses destas figuras com as de três das fadas na Fotografia No. 1. As
figuras foram rearranjadas e detalhes dos vestidos foram alterados, mas a origem
das poses é inconfundível.
Um fato curioso é que neste livro, uma compilação de contos e poemas para
crianças por vários autores, há uma história, "Bimbashi Joyce" por Arthur Conan
Doyle! Contudo ele nunca indicou que sabia que a imagem fonte para as fadas em
uma das fotografias estava em um livro para o qual ele tinha contribuído.
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| Cartum de Punch mostrando Doyle com sua cabeça
nas nuvens, acorrentado a sua criação fictícia, Sherlock Holmes.
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Elsie e Frances e o Sr. Hodson ainda estavam vivendo em 1977, e continuaram
aderindo à história deles, afirmando a autenticidade das fadas e as fotografias.
Então, em 1982 as garotas admitiram, em entrevistas com Joe Cooper, que tinham
forjado as quatro primeiras fotografias.
Como muitos tinham suspeitado desde o princípio, as meninas haviam usado
recortes de papel de desenhos de fada. Nenhuma grande habilidade fotográfica foi
requerida, entretanto as fotografias mostram boa composição artística. Elsie
tinha habilidade artística, e tinha até mesmo trabalhado durante alguns meses na
loja de um fotógrafo retocando fotografias. Mas as meninas não fizeram nenhum
retoque nestas fotografias. O mais simples dos meios, só recortes de desenhos de
fadas presos no matagal foi tudo que foi exigido para enganar mentes crédulas e
predispostas como as de Arthur Conan Doyle, Geoffrey Hodson, e Edward Gardner.
Muitas das cópias destas fotografias que foram circuladas foram suspeitas de
terem sido "melhoradas" com retoques. Isto pode ser certamente verdade nas
fotografias que foram preparadas para publicação em livros, sendo o desejo o
resultado mais claro possível na página impressa. Porém, aqueles que dizem que
as imagens são "boas demais" para terem sido tomadas por fotógrafos amadores
adolescentes está mostrando um preconceito não comprovado, não consistente com
os fatos revelados por análise das fotografias originais. Alguns alegaram ver um
"borrão" leve das imagens de fada, quando, na realidade, as fadas estão mais
nitidamente definidas que as imagens das meninas.
Em relação à credulidade de Conan Doyle, Gilbert Chesterton disse
... há tempos me parece que a mentalidade
de Sir Arthur é muito mais a de Watson que a de Holmes.
* * *
Bibliografia
This collection of references includes some incomplete entries, because I have
not yet had time to check and confirm them, nor have I been able to consult some
of them. They are included here for those readers who may wish to seek them
through other library resources than are available to me.
-
Doyle, Arthur Conan. "Fairies Phtoographed. An Epoch-Making
Event."
The Strand Magazine, Dec. 1920.
-
"Fairies Photographed: Report by E. L. Gardner," The
Strand Magazine, Dec. 1920.
-
Doyle, Arthur Conan. The Coming of the Fairies.
1921. Hodder and Stoughton Ltd., 1928. Reprint paperback from Samuel Weiser,
Inc., 734 Broadway, New York, N.Y. 10003.
-
Doyle, Arthur Conan. The Edge of the Unknown. G. P.
Putnam's Sons, 1930. Chapter 1 "The Riddle of Houdini" gives Doyle's opinion
that Houdini was the greatest medium-baiter, and also the greatest physical
medium, of modern times. The remainder of the book recounts stories of
hauntings, ghosts, and apparently supernatural events.
-
Gardner, Edward L. Fairies, The Cottingley Photographs
and their Sequel. The Theosophical Publishing House Ltd. 1945. Still in
print in 1974.
-
Gettings, Fred. Arthur Rackham. Studio Vista, p.
84.
-
Gettings, Fred. Ghosts in Photographs. Optimum
Publishing Company Limited, 1978. p. 67-72. This book has a good account of
the Cottingley fairy photos, with pictures. Gettings discovered that the
Shepperson drawings were the source used by the girls.
-
Randi, James. Flim-Flam! The Truth About Unicorns,
Parapsychology, and Other Delusions. Lippincott & Crowell, 1980.
Chapter 1, "Fairies at the Foot of the Garden" is one of the best accounts
of this whole affair.
-
"Photographing the Fairies," Daily Sketch, Dec. 23,
1920.
-
Cooper, Joe. The Case of the Cottingley Fairies.
Robert Hale, 1990.
-
Cooper, Joe. "Cottingley: At Last the Truth." The
Unexplained, No. 117, pp. 2338-40, 1982. E-text
copy.
-
"Fairies: Fun or Fake?" Fate, Feb. 1977.
-
Steve Szilagi. Photographing Fairies (A novel.)
-
Scheaffer, Robert. "Do Fairies Exist?" The Zetetic (The
Skeptical Inquirer), 2, 1. (Fall/Winter 1977) p. 45-52. Compares the
Cottingley fairy case to reports of UFO sightings. Reprinted in
Paranormal Borderlands of Science, Kendrick Frazier, ed. Prometheus
Books, 1981, p. 68-75.
-
New Scientist, 79, p. 1115. "Fairy photos."
-
Willis, Chris. Skeptic (U.K), 10, 1:14.
"Cottingley fairies."
-
Huntington, Tom. "The Man Who Believed in Fairies",
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-
Hitchens, Christopher. "Fairy Tales Can Come True",
Vanity Fair, October 1997, p. 204-210.
-
Sir
Arthur Conan Doyle and his belief in spiritualism, from a spiritualist
perspective.
-
The Hydesville
events by a spiritualist minister.
-
Chris Redmond's
Sherlockian Holmepage has links to just about every web site about
Sherlock Holmes.
-
Parascope has a short account of the
Cottingley Fairies.
-
Arthur Conan
Doyle fools magicians with dinosaur film.
-
Houdini page
from the Library of Congress.
More documents and links about hoaxes may be found on
Donald Simanek's Page.