Entrevista com os ETs: a gravação

O contatado brasileiro Antônio Alves Ferreira disse ter entrevistado os extraterrestres Riaus and Telione quando seu disco voador pousou. Como dizem, um cachorro morder seu dono não é notícia. A notícia é que os aliens graciosamente permitiram que Ferreira gravasse a entrevista. E você pode conferir a gravação aqui mesmo.

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Em dez mil anos… (mas 25 servem)

Clique na imagem para ver o original em Paleo-Future, da edição de 12 de fevereiro de 1922 do Ogden Standard-Examiner . Isso mesmo, 1922. Se não o impressiona, é porque você não perde tempo o suficiente com ufologia.

O ícone moderno do disco voador surgiu em nossa cultura apenas em 1947, em meio a muita confusão. Como o sorvete de casquinha, pode parecer eterno, mas é em verdade uma invenção muito recente.

Há, claro, relatos antigos — inclusive bíblicos — sobre rodas voadoras e afins. Mas eram apenas uma parte da vasta gama de bizarros objetos descritos no céu, indo de lanças a navios (a vela) voadores. O conceito e o avistamento de discos voadores como um design universal para espaçonaves alienígenas surgiu apenas em 1947.

É por isso que imagens de aviões e naves discóides anteriores a essa data são especialmente interessantes. Elas não são tão raras, mas cada uma delas é uma peça histórica de uma era em que desenhar cidades voadoras em forma de disco com habitantes flutuando por aí não remetia imediatamente a seres extraterrestres.

UFOs Nazistas: a comédia

Iron Sky será um filme com discos voadores nazistas e espiões planejando o assassinato da presidente Jenna Bush. Confira o teaser em alta qualidade em Twitch, e se você for um entusiasta, terá notado que ele exibe em toda glória os discos voadores Haunebu III, parte do mito dos UFOs nazistas, extensamente exposto por Kevin McClure como uma fraude.

Dos mesmos criadores de Star Wreck, o filme promete bastante. Mas se não suportar a espera, talvez queira conferir este “documentário” japonês sobre o tema no Youtube (em 15 partes!). Não está legendado, mas as sóbrias reconstituições de eventos históricos como o pouso de nazistas e japonese em Marte a bordo de discos voadores dispensa qualquer explicação adicional.

Indiana Jones e as Crônicas de Akakor

“Pulmão do planeta”? Umbigo do Mundo? Segundo as “Crônicas de Akakor” a Amazônia seria muito mais.

Reveladas por Tatunca Nara, um dos remanescentes da tribo Ugha Mugulala, não eram apenas um registro escrito da história da tribo dos Ugha, o que já seria suficientemente impressionante, como se estendiam por mais de 12.000 anos, período no qual vastas cidades teriam sido erguidas pela floresta tropical. Não paravam aí. As obras incluíram vastas redes de túneis subterrâneos construídos pelos deuses dos Ugha (ou Mugulala) que… vieram de um outro sistema solar.

Tudo seria publicado em um livro homônimo pelo jornalista alemão Karl Brugger, e falando em deuses astronautas, o próprio Erick von Däniken veio ao país algumas vezes para conferir, e depois divulgar, a história.

Muito bem, com civilizações milenares fundadas por alienígenas no meio da floresta amazônica, faltavam apenas Indiana Jones da vida real para ir em caça das cidades da perdição. Vários se apresentaram para a tarefa.

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Poder de mente nível 2

Mais informações sobre o fabuloso mestre Ryuken (antes referido como “Ryukerin”). No vídeo acima vemos uma demonstração conclusiva do poder de mente. No vídeo abaixo, vemos mais de perto os resultados do desafio fatal:

Vários leitores, com razão, se mostraram consternados com o mestre. Um senhor de idade, mais precisamente com 65 anos em 2006, quando o desafio acima foi realizado. Uma ambulância foi de fato chamada.

Felizmente o desafio não foi fatal. Infelizmente, o senhor de idade não aprendeu sua lição.

Como a entrada na Wikipedia em japonês sobre o mestre Ryuken Yanagi informa, ele inicialmente admitiu a derrota, declarando como bom japonês que preza a honra que se retiraria das artes marciais. Mas dias depois voltou atrás e contestou a luta, afirmando que seu oponente deveria usar luvas (!?).

Mais pesquisa mostra que Ryuken Yanagi é o “mestre” da academia de Aikidô “Daitoryu”, onde se fazem consultas nada baratas que prometem curar doenças incuráveis através do poder de mente. Seus clientes podem acabar sofrendo muito mais do que a dor de levar socos no rosto.

De verdade.

Jibóia gigante no Pará?

José Paulo Grandal, do Pará, gentilmente nos enviou a curiosa imagem de uma “Giboia”. Mesmo Grandal duvida do colossal tamanho contido na legenda, mas à primeira vista o animal parece de fato muito grande.

Consultamos o herpetólogo Chad Arment, de Strangeark.com, que gentilmente nos esclareceu que “a foto da cobra foi publicada originalmente, de acordo com a Newton’s Encyclopedia of Cryptozoology, em 28 de abril de 1949, no jornal A Província do Pará, creditada a Joaquim Alencar. A cobra supostamente media 45 metros, e foi encontrada no rio Abuna, Acre. Houve uma boa confusão sobre os detalhes ao longo dos anos, e comprimentos diferentes foram divulgados com a mesma foto. Os detalhes do local na foto [que você enviou] parecem ser outra variante”.

Com relação ao tamanho, “não há, infelizmente, maneira de determinar o comprimento da cobra a partir da foto”, Arment lamenta. “E eu não vejo qualquer indicação visual sustentando um comprimento extraordinário para a anaconda”.

Como Craig York também notou, o desfoque gradual da água em frente à cobra sugere que ela estava a pouca distância, talvez menos de um metro do fotógrafo. Neste caso, seu tamanho aparente seria apenas um truque de perspectiva.

Poderíamos acreditar em cobras grandes, mas a foto (in?)felizmente não apóia nada extraordinário.

Balovnis pela paz

Na semana passada, Rafael Sampaio enviou uma mensagem “urgente” a uma lista de discussão sobre ufologia:

“Há uns 40 minutos atrás vi alguns pontos brancos no céu, lembrando muito as tais “flotillas” do México e do Peru. Tinha seguramente mais de 50 objetos. O avistamento se deu no bairro da Tijuca e os objetos aparentemente iam na direção do Andaraí e São Conrado. Se alguém mora em alguma dessas localidades, talvez ainda dê tempo de ver alguma coisa e registrar (coisa que não pude fazer), e quem sabe, identificar os objetos”.

Rafael, contudo, não se contentou com o mistério. Partiu em busca de soluções. Não demorou muito, e ele mesmo esclareceu seu avistamento, ao encontrar a notícia:

Sem surpresa, o caso é mais um exemplo de balovnis: o fantástico fenômeno pelo qual balões no céu são confundidos por “flotillas” de OVNIs apenas porque veículos sensacionalistas insistem que pontos brancos no céu movendo-se aleatoriamente são uma invasão alien.

Rafael Sampaio gentilmente nos descreveu em mais detalhes seu contato com este fascinante fenômeno:

“Bom, em primeiro lugar é importante dizer que eu estava dentro de um ônibus em movimento, o que obviamente não seria a melhor forma de se observar o deslocamento das bexigas, além do que a visão era muitas vezes obstruída por prédios e árvores. Inicialmente tive a impressão de ver algo em baixo dos balões, o que me levou logo a pensar que fossem o que realmente eram (bexigas), porém sem ainda tanta certeza. Eles ora pareciam estar indo lentamente numa mesma direção, ora pareciam estagnados. Vez ou outra um ou outro se movia de modo diferente dos demais, um pouco mais rápido, pode-se dizer. Algumas gaivotas voavam nas proximidades (o que pode ter influenciado na observação do deslocamento particular de um ou de outro), e um avião atravessou o campo de visão bem mais acima, dando alguma noção da altitude em que os balões se encontravam. À medida em que me afastava, a impressão de que estariam estáticos aumentava, o que a física explica. :)”

Balovnis. Você ainda terá seu contato imediato com eles. E não, não há piadas sobre o padre voador por aqui.

Fotografados seres de luz

“‘Eu olhei e pensei, ‘Ah meu Deus, eu enloqueci”, disse a moradora [de Calgary, Canadá] Karen Henuset na primeira vez que viu os espectros. ‘Assim eu pedi que nossa babá viesse e desse uma olhada, e os pêlos em seus braços se arrepiaram’. É ‘claro como o dia. Você vê dois olhos em cada um deles, e eles têm essa coisa em cima da cabeça. É um pouco esquisito’, disse Reid Henuset”.

Mas um vizinho é mais cético. Ele acredita que “a imagem é um reflexo de uma janela. E só aparece à tarde entre a 4:30 e 6 horas. A imagem só desaparece de uma forma — céu nublado”. Da NBC.

Tudo muito bem, mas a invasão silenciosa também chegou ao Reino Unido:

“David e Ann Lawrence [de Weston] viram seu novo vizinho [de luz] e decidiram fotografar a criatura. Ann disse: ‘A casa teve uma extensão construída e desde então, o sol brilhando sobre a janela tem criado essa imagem na parede oposta”.

Anteriormente, os seres de luz se manifestavam de forma mais modesta, como sinais divinos.

“Seriamente”, o “fenômeno” foi interpretado por alguns como um milagre, algo relacionado a “Maitreya e os irmãos do espaço”. Mas há controvérsias. Há um documentário sobre o tema, associando a aparição de “cruzes de luz” com curas e tudo mais.

Confira, em português, mais sobre as cruzes milagrosas. Claro que há os céticos chatos que explicam tudo como reflexos do sol em janelas.

Mas cuidado. Também há os demônios de sombra, bem no estilo Ghost.

Ou pareidolia mesmo. [via Marcianitos]

Vídeo flagra formação de círculo inglês

Criado pela equipe de Mathew Williams, para o jornal News of the World, um “complexo” círculo inglês.

Williams é o primeiro, e até hoje o único indivíduo a ser preso, julgado e condenado pela polícia britânica por criar um círculo na plantação, no ano de 2000. A condenação foi por causar danos à propriedade.

A técnica usada por Williams continua sendo a pioneira dos bons velhinhos. [via ufomystic]

Anomalia Pioneer explicada?

Slava Turyshev, JPL-NASA, parece ter explicado pelo menos 30% da anomalia Pioneer. E a explicação não envolve forças exóticas ou monstros espaciais. Turyshev simplesmente levou em conta o efeito da radiação do calor dos geradores por toda a espaçonave, algo geralmente tão ínfimo que é desprezível, mas em se tratando de uma anomalia da ordem de milionésimos da velocidade prevista, poderia ser muito significativa.

O pesquisador modelou a Pioneer 10 em apenas um ponto no tempo, precisamente julho de 1981. Pode parecer pouco, mas foi um trabalho hercúleo, desde a acumulação de dados antigos — as Pioneer são de uma época longínqua em que projetos eram feitos em papel — até o cálculo de como milhões de elementos modelados se comportariam.

Os resultados foram bem promissores: o efeito realmente age no sentido correto, afetando a velocidade em até 30% do que foi efetivamente medido na anomalia. Refinamentos talvez possam indicar que o efeito seja ainda maior — ou, quem sabe, menor. Confira mais, em inglês, na Planetary Society.