| |
- Um Fenômeno Plástico
- por Martin Kottmeyer, publicado em
REALLnews
em fevereiro/98
|  | | |
Nas primeiras décadas da
controvérsia OVNI, UFOlogistas destacados como Donald Keyhoe e Coral Lorenzen
costumavam argumentar que o fenômeno OVNI estava mudando com o passar do tempo.
Estava atravessando uma série de fases, ficando mais visível, mais ousado, mais
perigoso e invasivo. Eventualmente, eles sentiam, estas tendências conduziriam a
um pouso em massa ou invasão completa. Este senso de uma metamorfose futura
enfraqueceu e deu lugar a um sentimento oposto. O fenômeno OVNI é agora
percebido como uma presença basicamente estável, sendo há 50 anos atrás como é
hoje. David Jacobs, o proponente principal desta visão, afirma que é tão estável
que posa um paradoxo a aqueles que negam a realidade dos OVNIs.1 A variação é
uma característica principal de ficção e mito.
Até mesmo alguns indivíduos que não a uma visão mais física do fenômeno OVNI
passaram a pensar na UFOlogia como uma coleção basicamente estática de crenças e
histórias. Isto pode ser em parte uma conseqüência da linguagem adotada por
UFOlogistas. Substantivos como objetos e fenômeno promovem uma imagem estática
enquanto a realidade possa ser na verdade dinâmica e, é tentador dizer, efêmera.
Embora seja muito tarde para contrariar tais convenções estabelecidas, há um
corretivo óbvio ao simplesmente lembrarmos como os OVNIs mudaram
demonstravelmente durante o último meio século. O ponto de partida lógico é uma
visita ao monumental trabalho de paixão de Ted Bloecher, Report on the UFO Wave
of 1947 (autor, 1967). O retrato do fenômeno dos discos voadores que emerge do
estudo destes 853 casos difere de retratos posteriores em quase todo aspecto.
A forma dos objetos na onde de 1947 permaneceu mais fiel ao rótulo de pires
voador do que em qualquer época desde então. 71% das descrições informadas
combinam de forma não ambígüa com palavras como circular, como discos
(saucer-like), panqueca, prato, travessa e roda. Outros 11% usam o termo redondo
que deveria ser considerado uma referência óbvia ao pires voador mas possui a
ambigüidade de ser consistente com esferas. Os restantes 18% incluem uma
miscelânea de 80 termos diferentes, alguns dos mais surpreendentes sendo 'como
lagostas', cano de fogão, borboleta, feijão de lima, guarda-chuva, como um
casulo, molusco, carretel e pontos de exclamação. Já nos anos sessenta a
porcentagem de relatos que envolvem a forma de disco tinha caído para 26% de
acordo tanto com o NICAP e John Keel.2 Em uma análise de relatos entre 1987 e
1990, Paul Ferrughelli descobriu que a categoria de formas
discóide/circular/redonda tinha caído para menos de 20% .3 Esta diminuição
parece devida em grande parte à expressão "objetos voadores não identificados"
que ofoi adotada pela Força aérea e UFOlogists subseqüentes a 1947. O termo novo
claramente tem um significado mais amplo que permite considerar relevantes
pontos distantes de luz e uma gama irrestrita de formas.
Os relatos de 1947 mostram uma tendência para a existência de mais de um objeto
por avistamento e para que esses estejam em formação. Pela conta de Bloecher,
44% dos relatos envolveram objetos múltiplos. Estatísticas por Thomas Olsen em
1971 tiveram a porcentagem diminuída a 24% .4 Em 1988, Ferrughelli encontrou
meros 5.5% .5
Velocidade alta era uma característica dominante dos discos de 1947. 53% dos
relatos enfatizaram quão rápido eles iam. Já em 1971, Olsen encontrou isto em
41% de relatórios. Em 1986, Ferrughelli encontrou só 22%. Inversamente, a
presença do pairar foi de ser uma raridade--3% em 1947--para ser a
característica de vôo dominante de OVNIs--49% .6 Os relatos de 1947 também
exibem uma gama extensiva de manobras acrobáticas: loop em loops, manobras de
volta, aterrando, balançar, subir, mergulhar, inclinar, cair, circular, passar
rapidamente e zumbir. Estatísticas precisas ainda não foram concluídas, mas a
impressão de que relatos atuais são relativamente mais tranqüilos e sensatos é
inevitável.
Os relatos de 1947 também distorcem, se não violam, a "Lei de Tempo" de Jacques
Vallee (a qual ele representa como um quadro quando mostrando quando
avistamentos aconteceram). Há significativamente mais relatos de dia entre 9 da
manhã e 5 da tarde. Entre 10 da noite e 6 da manhã a curva de tempo aparece bem
abaixo da de Vallee. Enquanto ambos picos de curvas ocorrem no início da noite,
a curva de 1947 possui um pico secundário às 3 da tarde Os mínimos deslocaram-se
quatro horas. (Veja a tabela mostrando uma comparação dos avistamentos de 1947 à
interpretação de Hendry da "Lei de Vallee".)
As
diferenças para com as normas atuais apontam para o envolvimento da notícia de
Kenneth Arnold que acompanhou a onda de 1947. A notícias da Associated Press
dizia que ele relatou nove objetos brilhantes parecidos com pires (saucer-like)
voando à velocidade então incrível de 1.200 m.p.h. Eles oscilavam para dentro e
fora de uma formação. Ele os viu às 3 da tarde. O caráter seminal do relato de
Arnold é reforçado por algo que ele não disse. É negligenciado freqüentemente
que Arnold não disse nada sobre os objetos serem extraterrestres. O despacho
inicial o tem não fazendo nenhuma suposição sobre que tinha visto. Brevemente
depois disso ele gravitou à noção de que era um jato ou foguete sendo testado
pelo governo norte-americano. Aqueles que levaram Arnold a sério -- a maioria
não o fez -- similarmente acreditavam que era uma arma secreta americana ou um
dispositivo soviético.
Uma pesquisa Gallup conduzida logo após a onda de 1947 não indicou nenhum crente
na idéia que pires voadores eram extraterrestres.7 A idéia de envolvimento
alienígena apareceu em alguns artigos de notícias mas em tons predominantemente
cômicos. Ted Bloecher achou só dois relatos de pires voadores onde a testemunha
indica explicitamente uma convicção de que os pires eram alienígenas. Passe
pelos relatos de 1947 e há uma ausência total de detalhes que apontem à presença
de tecnologia extraterrestre. Não há nenhum laser, raios de calor, raios ou
gases de paralisia, levitação de pessoas ou objetos, desmaterialização,
interpenetração de matéria, robôs, olhos remotos, entidades com trajes espaciais
ou até mesmo um porto de observação simples com olhos estranhos que investigam o
que há do lado de fora. Carros não enguiçavam como eles fariam anos depois.
UFOlogistas apontaram esperançosamente a relatos de reações animais como
sugestivo de evidência prévia de envolvimento alien, mas uma leitura cuidadosa
indica que os objetos estavam fazendo manobras violentas que varriam os
celeiros. A suposição de forças fantasmagóricas não é necessária.
Reciprocamente, os detalhes apontavam freqüentemente à aviação contemporânea.
Foram vistas hélices; um relato possuindo uma hélice maior que o resto do
objeto. Tubos de jato, cabinas do piloto, cúpulas de vidro, barbatanas, pernas e
antenas caracterizaram algumas descrições. Fumaça, rastros de vapor e chamas de
foguete repetidamente seguiam os discos. A própria forma de pires era apenas uma
pequena variação de um avião recente nas notícias chamado o Flying Flapjack.
Como os discos tinha características de velocidade boas. Embora Bloecher não
tivesse nenhum relato de entidade em seu relato da onda de 1947, um trabalho
posterior em encontros imediatos indicou que um par de relatos havia sido achado
finalmente. Um envolveu um piloto de disco que usava um uniforme da Marinha.8
A idéia de que discos eram armas secretas permaneceu dominante na imaginação
pública até o início dos anos 50 e estendeu-se durante anos mesmo enquanto
UFOlogistas e contatados avançavam a proposição de que discos levavam visitantes
interplanetários. Relatos continuaram com detalhes terrestres. A notória
história do acidente em Spitzbergen incluiu o detalhe de que havia símbolos
russos nos cronômetros e instrumentação. Sua beirada era girada por 46 jatos em
sua extremidade exterior; um arranjo exótico, mas bem terrestre.9 O caso
influenciou o encontro de Oscar Linke, o mais antigo caso de entidade abraçado
pela mídia. Além soltar chamas circulares, Linke disse que era pilotado por
homens em artigos de vestuário polares pesados, claramente sugestivo dos climas
na Rússia.10 Discos com jatos circulares foram vistos repetidamente dos anos
cinqüenta aos sessenta.11 Hoje em dia, ninguém mais relata isto.
Relatos de encontros com pilotos humanos aconteceram de vez em quando durante
anos com detalhes consistentes com origens terrestres: Oficiais de marinha em
chapéus brancos, máscaras de oxigênio do estilo dos aviadores, sobretudos
brancos, um lenço preto, um boné de beisebol, um sotaque alemão, sujeitos que
acenavam.12 Pelos anos oitenta, pilotos humanos consistentes com a idéia de
armas secretas pararam de ser informados. Quando são vistas figuras humanas elas
são consideradas agora como a serviço dos alienígenas ou são considerados por
UFOlogistas como fraudes.13
Enquanto tanto a pesquisa Gallup quanto o estudo de Bloecher estabelecem que a
Hipótese Extraterrestre (ETH) não tinha nenhum apoio mensurável em 1947, esta
situação não proibiu a presença de material bizarro surgindo da idéia de
envolvimento alienígena no mistério dos discos. Tão cedo quanto quatro dias
depois que a história de Arnold fez manchetes, uma mulher se apressou em um
quarto, deu uma olhada em Arnold, e saiu gritando "Há o homem que viu os homens
de Marte!". Hal Boyle, um colunista da Associated Press, ironizou ter viajado em
um disco voador com um marciano verde chamado Balmy.14 Um sujeito chamado Ole J.
Sneide foi informado pelo Washington Post e outros como em contato com o Grande
Mestre que tinha deixado a Terra em desgosto depois da queda do império romano.
Ele advertiu eles poderiam limpar a superfície da terra em menos de 24 horas -
um precursor notável para O Dia em que a Terra Parou e certos contatados dos
anos cinqüenta.15 Um maluco conseguiu atenção considerável da imprensa para sua
viagem telepática dele a um "avião astral" no espaço exterior operando no "lado
escuro da Lua". Ele conheceu os Dhyannis, senhores da criação, que indicaram que
estavam derrubando Metaboblons em nossa atmosfera para compensar a radiação
atômica.16
A ligação de discos a medos nucleares já havia sido forjada. Em Houston, Texas,
há um encontro por um marinheiro mercantil com um piloto diminuto, com dois pés
de altura, com uma cabeça do tamanho de uma bola de basquete. O piloto o
cumprimenta, reentra no veículo dele e decola.17 Embora não esteja explícito que
este é um alien, a forma se ajusta ao clichê da ficção científica popular o
suficiente para suspeitar a intenção.18 Há também uma carta ao July 9th
Nashville Tennesseean por um homem que reivindica ter mantido contato com um par
de homens descritos como "só cabeças, braços e pernas, e brilhando como
vaga-lumes." Eles trocaram saudações em linguagem de sinais e decolaram em uma
nuvem de pó. A descrição implora para ser descartada como o produto de um
contador de histórias.19
Seria claramente injusto notar as diferenças entre estas histórias e relatos
atuais de abdução. Elas são tênues ao ponto de transparência e seriam abraçadas
por poucos. No entanto elas são interessantes em como eles exibem presunções que
se tornariam dominantes em material posterior, mais seriamente considerado. A
conexão com medos nucleares, o comando deles de grande poder que poderia nos
destruir, eles seres baixos e com grandes cabeças e os gestos de amizade
ocorreriam novamente em relatos melhores dos anos cinqüenta. O uso de linguagem
de sinais incorpora a suposição de que aliens estão comprometidos com um
primeiro contato. Podemos achar isto em outros relatos antigos como o encontro
de Jose Higgins em 23 de julho de 1947, a primeira versão do contato de Adamski,
e a estória de Cedric Allingham.20 À medida que os anos passaram, falhas no seu
conhecimento tornam-se menos extremas, mas o caso dos Hill ainda mostra a
presunção deles terem chegado recentemente em tais detalhes como a não
familiaridade com e envelhecer e a sua surpresa sobre as dentaduras de Barney
Hill. Para ser justo, é duro para um historiador não pensar que o último detalhe
é mais uma referência à notória historinha de discos voadores caídos de George
Koehler sobre aliens mortos que têm dentes perfeitos que a suposições de chegada
em 1947.21 Relatos atuais, até mesmo quando referem-se a antigamente, nunca
carregam o mesmo senso de chegada recente.
A baixa altura relativa da maioria dos aliens parece uma constante geral de
relatos de contatados utópicos dos anos cinqüenta ao presente. Sua aparência
variou muito porém para qualquer outra generalização consistente. Uma
curiosidade, notada por Bloecher, é que nenhuma das entidades em relatos
americanos usava capacetes sugestivos de uma provisão de ar nos anos cinqüenta.
Na Europa, eles eram a norma.22 Nenhum aparece nos EUA até o meio dos anos
sessenta, tornando-se numerosos depois das controversas fotografias do policial
de Falkville em 1973, mas então quase desaparecem em anos recentes.23
Não havia nenhum cinzento completamente formado nos anos cinqüenta. Pode-se
dizer que existem aproximações parciais, como a foto forjada de entidade da do
Sr. X; as estórias de encontra na onda francesa em 1954 de Marius Dewilde, M.
Olivier e Franz Hoge; e a abdução de dezembro de 1957 em Salzburg.24 Tais casos,
porém, são imperfeitos nos detalhes. Por exemplo, o caso de Salzburg fala de
olhos compostos insetóides onde agora nós vemos apenas grande olhos negros e
oblíquos. Nenhum desenho de entidade de abdução anterior à era de
Hopkins/Strieber tem este estilo de olho. Geralmente eles eram mais parecidos
com humanos tendo olhos com pupilas rodeadas por branco. Nenhum dos casos dos
anos 50 fala de pescoços finos, altos, considerando que isto foi comum desde o
alien art deco de Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) de Spielberg .25
Também proeminentemente ausente dos anos 50 é a ausência completade qualquer
inseto espacial completo. Louva-a-deuses e aliens parecidos com gafanhotos como
um tipo não começam até 1965, e eles levam até os anos 90 para ficar numerosos o
bastante para merecer atenção de UFOlogistas.26 Os interiores dos discos
mudaram. Os contatados dos anos 50 informaram pires que eram brilhantemente
iluminados e luxuosos. Abduzidos informam uma iluminação mais moderada e um
interior mais dedicado para instrumentação e um design mais utilitário.27 Coisas
associadas com reconhecimento como o telescópio de poder de Adamski e o motor de
pilar magnético ou discos bebê para espionagem distante, informados por Adamski,
Menger e Schirmer, estão sendo substituídos silenciosamente por equipamento para
o programa Híbrido.28 Encubatórios nunca visto antes da abdução de Myra Hansen a
uma facilidade do governo subterrânea em maio 1980 são vistos com freqüência
agora.29
Em um nível amplamente abstrato, uma das poucas constantes vistas no fenômeno
OVNI é uma relação a medos nucleares. Porém, os particulares de medos nucleares
mudaram durante as últimas cinco décadas e foram documentados definitivamente
pela história de Spencer Weart do tema.30 O fenômeno OVNI refletiu estas
mudanças. Nos anos 50, o medo estava sobre A Bomba, sua destrutibilidade crua e
o potencial para extinguir a vida pelos efeitos de precipitação radioativa. Os
contatados de Adamski, van Tassel às irmãs Mitchell enfatizaram esta ameaça à
toda humanidade em suas profecias.31 É concebível que o pesadelo de abdução de
Betty Hill foi ativado por medos de contaminação nuclear que surgiram quando ela
testou estranhas deformações no carro dela com uma bússola e obteve o que ela
pensou ser um resultado positivo.32 A idéia de discos que criam marcas
radioativas incidentalmente já existia na história de Mildred Wenzel gerada na
onda de discos de 1957.33
Wargasm,
o medo de guerra nuclear acidental, torna-se dominante no começo dos anos
sessenta se reflete em uma advertência por George Fawcett de que os OVNIs
poderiam ativá-la.34 Medo de reatores nucleares surgem à proeminência nos anos
sessenta e são refletidos rapidamente na onda de Exeter onde são informados
discos ao redor e nos fios de alta tensão que conduzem do primeiro reator
nuclear comercial, Shippingport Atomic Electric.35 Isto continua nos anos
setenta e é refletido de modo gritante na história de abdução "O Povo de Janos",
em que um planeta é arruinado pela reação em cadeia de uma rede de reatores
nucleares.36 Este absurdo de engenharia sugere fortemente uma exposição ao
filme, Red Alert (1977), onde o enredo também tem a reação em cadeia de rede de
reatores, mas na Terra.37
O ressurgimento de medos de guerra nuclear na era Reagan tem um reflexo óbvio na
lamentação do abduzido de William Herrmann Destruição Inevitável (1981) .38
Medos crescentes de resíduos nucleares vêem sua expressão nas revelações de Judy
Doraty em 1980 onde os aliens estavam testando mutilações para contaminação,39 a
abdução de 1982 de Donn Shallaross onde aliens indicam que nós temos que
aprender como nos livrar de lixo atômico usado e lhe mostrar valas para este
fim,40 e o conselho de George Andrews para mandarmos lixo nuclear ao espaço para
impedir supernovas.41 Uma visão alien mais pela abduzida Katharina Wilson em
1991 combina o medo do lixo nuclear com um fio de revelações de encobrimentos de
governo de experimentação nuclear antiga em humanos. Ela vê um oceano
subterrâneo morto por três usinas de energia nucleares antigas e como as pessoas
tentaram encobrir isto -- literalmente e figurativamente.42 Alguns notaram que
as fantasias de destruição mundiais sempre presentes na UFOlogia estão se
distanciando de temas nucleares rumo a preocupações mais ecológicas. É
interessante notar que Charles Strozier observou um deslocamento paralelo de
temas nucleares para temas ecológicos em seu estudo recente da retórica
apocalíptica Cristã.43 Ronald Bailey também documentou uma afluência de
ativistas nucleares às profecias de apocalipse.44 A mudança de John Mack de um
trabalho na prevenção de guerra nuclear para um abraço do tom apocalíptico dos
discos e sua transformação em um profeta da morte da Terra serve como um emblema
de alto perfil desta mudança particular.45
Uma pessoa poderia continuar indefinidamente documentando facilmente mudanças
mais sutis; coisas como o aumento da gama de poderes mágicos que os aliens
exibiram de planar e controle da mente para mudanças de tamanho, atravessar
paredes e desligar as pessoas. Poderia também mostrar como os problemas que eles
causam, de interferência de veículo para pensamentos luxuriosos, aumentaram
semelhantemente em gama. Bullard notou várias reivindicações de mudança como uma
troca de uma preferência em seqüestros de carros para intrusões em quartos.46 Ao
invés de arriscar o tédio, isto parece um ponto tão bom quanto qualquer outro
para calar e considerar a proposição de um fenômeno OVNI essencialmente estático
como refutada. Qualquer um que sustente a visão de que é um fenômeno pouco
original e inacreditavelmente repetitivo além das expectativas da riqueza da
imaginação humana faria melhor ao considerar novelas, espetáculos de polícia,
romances, e filmes de monstro japoneses como desafios mais profundos para a
teoria cultural.47
Não deixe ninguém fingir que o fenômeno OVNI foi marcado a ferro em 1947 e
deixado para permanecer no céu como um pedaço de arte particularmente enigmático
para humanidade apreciar de forma distante. O fenômeno OVNI foi um meio
completamente plástico que é alterado lentamente através de crenças e temores de
uma cultura que, durante o último meio século, mudou dramaticamente. Ver estas
mudanças não faz nada para restabelecer as esperanças e medos anteriores da
Grande Aterrissagem; se qualquer coisa ela a faz ainda mais distante. Ela
deveria entretanto restabelecer o sentimento do fenômeno OVNI como uma presença
dinâmica que interage com o pensamento humano.
Aqueles que contemplaram o mistério dos discos voadores em 1947 predisseram a
solução viria depressa ou que era uma moda passageira, uma maravilha de nove
dias da qual as pessoas se cansariam depressa. Não havia chutes de que se
desenvolveria em uma fascinação que atravessaria mais de 50 anos e preencheria
grandes estantes de livros. Apesar da massa de experiência e conhecimento e
estudo que o tempo nos trouxe, a única predição que parece segura a fazer é que
o fenômeno OVNI nos pegará de surpresa eternamente. Ênfase no eterno. Que o
próximo século seja tão fascinante!
***
Notas do autor:
-
Jacobs, David M, "From Arnold to
Hynek," MUFON 1987 International UFO Symposium Proceedings. pp. 119-29.
Jacobs, David M., "The New Era of UFO Research," Pursuit
#78, 1987, p. 50.
-
Binder, Otto, What We Really Know About
Flyinq Saucers. (Fawcett Gold, 1967), p. 18.
-
Ferrughelli, Paul, National Sighting
Yearbook 1990 (Nat'1 Sighting Research Center, 1991), p. 22.
-
APRO, Proceedings of the Eastern UFO
Symposium, January 23, 1971, Baltimore, Maryland, pp. 5, 33-6.
-
Ferrughelli, Paul, National Sighting
Yearbook 1989, (Nat'1 Sighting Research Center, 1990), p. 21.
-
Kottmeyer, Martin, "Blazing Saucers,"
The Skeptic, 10, # 2 , 1996, pp. 8-10.
-
Gallup, George, The Gallup Poll: Public
Opinion, Volume 2 [1949-1958], (Random, 1972), p. 911.
-
Bloecher, Ted and Davis, Isabel, Close
Encounter at Kelly and Others of 1955, (Center of UFO Studies, 1978), p.
i.
-
Braenne, Ole Jonny, "Legend of the
Spitzbergen Crash," International UFO Reporter, November-December
1992, pp. 14-20.
-
Kottmeyer, Martin, "Missing Linke,"
Promises and Disappointments #3/4, 1996, pp. 17-20.
-
Kottmeyer, Martin, "Should Saucers Spin?"
unpublished.
-
Kottmeyer, Martin, "Missing Linke,"
op. cit.., pp. 19-20.
-
Boylan, Richard J., Close Extraterrestrial
Encounters: Positive Experiences with Mysterious Visitors , (Wild
Flower, 1994), p. 155.
Jacobs, David M., Secret Life, (Fireside, 1992), p. 149.
-
Strentz, Herbert J., A Survey of Press
Coverage of Unidentified Flying Objects, 1947-1966 , (Arcturus Book
Service, 1982), p. 127
-
Washington Post , July 5, 1947, p.
10B.
Life, July 21, 1947.
Doubt #19.
-
Bloecher report, p. I-12.
-
Bloecher & Davis, op. cit., p. i.
-
Panshin, Alexi & Cori, The World Beyond
the Hill, (Jeremy Tarcher, 1989), p. 218.
-
Gross, Loren, Charles Fort, The Fortean
Society and UFOs, author, 1976, p. 79.
-
Bowen, Charles, The Humanoids, ( Henry
Regnery, 1969), pp. 88-9.
Adamski, George, Flying Saucers Have Landed, (British Book Centre,
1953).
Allingham, Cedric, Flying Saucers from Mars, (British Book Centre,
1955).
-
Steinman, William, UFO Crash at Aztec,
(UFO Photo Archives, 1986), p. 104.
-
Bloecher & Davis, op. cit., p. x.
-
Kottmeyer, Martin, "Diving to Earth"
unpublished.
-
Webner, Klaus, "The Strange Case of Mister
X," The Probe Report, 2, #2, September 1981, pp. 8-12.
Bowen, pp. 31, 39, 44-5
Clark, Jerome, "Where Were the Grays?: The Historical Abduction Enigma,"
Strange Magazine, #10, Fall-Winter 1992, p.9.
-
Kottmeyer, Martin, "Pencil-Neck
Aliens," The REALL News, 1, #1, February 1993, pp. 3-4.
-
Kottmeyer, Martin, "Space Bug a Boo Boo,"
Talking Pictures #15, Summer 1996, pp. 10-14.
-
Kottmeyer, Martin, "Why are the Grays Gray?"
MUFON UFO Journal #319, November 1994, pp. 6-10.
-
Kottmeyer, Martin, "Eye in the Sky,"
Magonia #40, August 1991, p. 4.
-
Kottmeyer, Martin, "Water
E.B.E.s," The REALL News, 3, #2, February 1995, pp. 1, 7-8.
-
Weart, Spencer R., Nuclear Fear -- A
History of Images, (Harvard Univ. Press, 1988).
-
Hall, Richard, "Atom Bombs, Spaceships, and
Salvation: The Story of the Contactees," Official UFO 1, #10, August
1976, pp. 22, 49-51.
-
Fuller, John, The Interrupted Journey,
(Dell, 1966), pp. 38-9.
-
Michel, Aime, Flying Saucers and the
Straight Line Mystery, (Criterion, 1958), p. 254.
-
Fawcett, George, "Flying Saucers: Explosive
Situation for 1968," Flying Saucers, April 1968, pp. 22-3.
-
Fuller, John, Incident at Exeter,
(Berkley Medallion, 1966), p. 146.
-
Johnson, Frank, The Janos People: A Close
Encounter of the Fourth Kind, (Neville Spearman, 1980), pp. 4-5.
-
Weart, op. cit., p. 320.
-
Stevens, Wendelle, UFO Contact from
Reticulum Update, (Stevens, 1989), pp. 70-1.
-
Howe, Linda Moulton, Glimpses of Other
Realities, Volume 1: Facts and Eyewitnesses, (LMH Productions, 1993), p.
222.
-
Barker, Gray, The Year of the Saucer,
(New Age Books, 1983), pp. 18-20.
-
Andrews, George C., Extraterrestrial
Friends and Foes, (IlluniNet, 1993), p. 159.
-
Wilson, Katharina, The Alien Jigsaw,
(Puzzle Publishing, 1994), pp. 194-5.
-
Strozier, Charles, Apocalypse: On the
Psychology of Fundamentalism in America , (Beacon, 1994), p. 66.
-
Bailey, Ronald, Eco-Scam, (St.
Martin's, 1993), pp. 24-39.
-
Emery, C. Eugene, "Harvard Launches John Mack
Attack," Skeptical Inquirer, September/October 1996, p. 4
-
Bullard, Thomas E., The Sympathetic Ear:
Investigators as Variables in UFO Abduction Reports, (FFUFOR, 1995), pp.
64-7.
-
Randles, Jenny, Star Children -- The True
Story of Alien Offspring Among Us, (Sterling, 1995), p. 110.
Nota: Exceto pelo gráfico comparativo, o
artigo original não possuía as imagens que
acompanham esta página, adicionadas e
comentadas pelo editor CA. |